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canção, não é poesia, nem saudade, nem
dá samba. Na verdade,
meu rancho é inspiração.
Meu rancho é moamba
Intocada, é joia roubada
da imaginação.
No meu rancho a noite é uma
estrela só, um murmúrio
de silêncios e cores,
um poema acantonado
docemente dominado
por suas serras e flores.
No meu rancho
a lua não passa,
faz trapaça e fica,
e contempla ensimesmada
tanta beleza, esquecida ela
é natureza.
No meu rancho eu sou
o dono, o pescador
e o mateiro, sou o amante
apaixonado, um paridor
de desejos. Nele eu sou e
me dou sem medo e
sem, peias. E faço amor
com você, entre lençóis de areias.
(Poema de Dagmar Martins de Moura, premiado em 3º lugar no Mapa Cultural Paulista -2001)

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